segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Histórias: Prece.

História 1:

A oração de uma criança

Certa vez, uma mãe viu seu filhinho sentado em um canto da sala, recitando alto as letras do alfabeto: a, b, c, d, e, f, g...

Intrigada, ela se aproximou e lhe perguntou: Filho, o que você está fazendo?

Mamãe, você me disse para eu orar sempre a Deus. Acontece que eu não sei como fazer. Então resolvi ir dizendo o alfabeto inteiro para Deus, pedindo que Ele faça uma boa oração com essas letras.

O fato poderia ser tomado como uma dessas coisas de criança, se não houvesse tanta fé na simplicidade do gesto. Simplicidade que esquecemos.

Quantas vezes dizemos que não sabemos orar ou como nos dirigir ao Criador. Chegamos a pedir a outros que orem por nós, pelas nossas necessidades, pelos nossos afetos, porque não sabemos como orar.

E é tão simples. Orar é dialogar com Quem é o maior responsável pela nossa vida, por tudo que somos, desde que nos originamos da Sua vontade: Deus.

Não há necessidade de palavras difíceis, rebuscadas ou decoradas. A oração deve ser espontânea, gerada pela necessidade do momento. Ou por um momento de intensa alegria, uma conquista, um objetivo alcançado.

Já nos ensinou o Mestre Galileu: Não creiais que por muito falardes, sereis ouvidos. Não é pela multiplicidade das palavras que sereis atendidos.

E, sabiamente, ainda ensinou que se devia orar ao Pai em secreto. Portanto, existem muitas preces que nem chegam a ser proferidas. Explodem da alma para os Céus sem que os lábios tomem parte, sem que as cordas vocais sejam acionadas.

Deus vê o que se passa no fundo dos corações. Lê o pensamento dos Seus filhos.

A oração pode se tornar incessante em nossas vidas sem que haja necessidade de tomarmos qualquer postura especial. A prece pode ser de todos os instantes, sem nenhuma interrupção dos nossos trabalhos.

Pode consistir no ato de reconhecimento a Deus quando escapamos de um acidente que poderia ser fatal. Pode ser um momento de êxtase pela beleza do oceano que joga suas ondas contra as rochas, desejando arrebatá-las para o seu seio.

Ou, ainda, ante o espetáculo de cores do arco-íris após a tormenta que despetalou as rosas.

Sem fórmulas prontas, sem palavras encomendadas ou de difícil pronúncia.

Rogar, agradecer. Exatamente como a criança que ganha um brinquedo, pula no colo do pai e diz, sorrindo: Obrigado, papai. Adorei.

Ou, quando, súplice, pede: Papai, compra um sorvete? Ah, por favor, compra, papai.

Singeleza, simplicidade. É assim que devemos dialogar com Deus, Nosso Pai.

* * *

Deus, em Sua Infinita Misericórdia, criou um canal especial de comunicação para que, a qualquer hora, em qualquer lugar, todo ser pensante pudesse falar com Ele.

Este canal chama-se prece. Acessível ao pobre, ao abastado, ao letrado e ao desprovido de recursos intelectuais. À criança e ao adulto; a quem crê e até mesmo a quem não crê mas que, um dia, se dá conta que é muito confortador ter um Pai que escuta sempre, atende e socorre.

Não se esqueça de utilizar o seu canal especial de comunicação.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.
A oração de uma criança, de Corrie ten Boom, do livro
Histórias para o coração da mulher, de Alice Gray e no
cap. XXVII, item 22 de O Evangelho segundo
o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 31.01.2010

Fonte:http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=750&stat=3&palavras=oração&tipo=t

História 2:

Oração infantil

Aconteceu no restaurante. O casal se preparava para almoçar, ao lado dos dois filhos. Um deles, que deveria beirar os seus seis anos de idade, perguntou se poderia orar, antes da refeição.

Com olhos fechados e postura de grande respeito, falou em voz não muito baixa: "Deus é bom. Deus é maravilhoso. Obrigado pela comida. E eu ficarei ainda mais agradecido se mamãe nos der sorvete como sobremesa. Assim seja."

Alguns clientes próximos sorriram e olharam na direção da mesa onde estava o casal com as crianças. Uma mulher entretanto, fez um comentário em voz alta:

"É isso que está errado com este País. As crianças de hoje não sabem nem como devem orar. Pedir sorvete a Deus! Onde já se viu tamanho disparate?"

Escutando isso, o garotinho rebentou em lágrimas e perguntou: "Eu fiz mesmo uma coisa errada? Deus está zangado comigo?"

Enquanto o abraçava, a mãe lhe assegurou que ele havia feito uma oração maravilhosa. Com certeza, Deus não estava zangado com ele.

Foi então que um cavalheiro mais idoso se aproximou da mesa. Deu uma piscada para o menino e disse: "Eu fiquei sabendo que Deus achou que foi uma grande oração."

O rosto da criança se iluminou e limpou as lágrimas com as costas das mãozinhas, arriscando uma pergunta: "O senhor tem certeza?"

"Dou a minha palavra", o homem respondeu. Depois, num quase sussurro, segredou bem próximo do menino, indicando a mulher cujo comentário havia desencadeado a coisa toda: "Que pena que ela nunca tenha pedido sorvete a Deus. Às vezes, um pouco de sorvete faz bem para a alma."

Naturalmente, a mãe das crianças lhes comprou sorvete ao final da refeição. O garotinho que fizera a prece olhou fixamente para o seu sorvete por um momento.

Depois, pegou a taça onde o sorvete transbordava pelas bordas, caminhou na direção da mulher e colocou a taça na frente dela.

Com um grande sorriso, lhe disse: "Olhe, este é para você. Sorvete às vezes é bom para a alma, e a minha já está bastante boa. Prove."

Desprendimento, renúncia, doação são marcas registradas das grandes almas, mesmo que elas se escondam, durante um período, em corpos infantis.

Descobrir os tesouros que se encontram na intimidade dos nossos filhos, é tarefa que nos cabe, na qualidade de educadores.

Incentivar os gestos nobres, cooperar nas campanhas a benefício de outrem que pensem em realizar, conduzi-los pelo rumo do amor, não permitindo que se percam nas vielas escuras do mundo, é missão das mais nobres.

* * *

Toda criança é uma promessa de ventura. Ela traz o perfume da esperança nos olhos da meninice, para os quais nada existe de tão grave que não possa ser resolvido, com uma dose de carinho, um beijo de ternura ou abraço afetuoso. Quem sabe, uma taça de sorvete.

Por isso mesmo é que o Mestre Jesus afirmou que o Reino dos Céus é daqueles que se assemelham aos pequeninos, isto é, à sua candura, inocência, serenidade e amor.

Redação do Momento Espírita com base
na pergunta 582 de O livro dos espíritos,
de Allan Kardec, ed. Feb  e no texto
intitulado A oração, recebido de Jorge
Tavares pela Internet, sem menção a autor.
Em 02.01.2008.

Fonte: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=430&stat=3&palavras=oração&tipo=t

História 3:

O poder da oração

Dentre as muitas boas histórias relatadas em Seleções Reader´s Digest, uma nos chamou a atenção pelos ensinamentos que contém.

Seu autor, já homem feito, refletindo sobre o poder da oração, lembra-se de quando ainda era apenas um garotinho.

Conta ele que, certa manhã de primavera, sua mãe o vestiu na sua fatiota domingueira e lhe recomendou para que não saísse além dos degraus da porta da frente pois, em poucos minutos, iriam visitar sua tia.

O menino esperou pacientemente até que o filho do vizinho da esquina se aproximou e lhe disse um palavrão.

Então, ele pulou os degraus e se atracou com o outro até caírem ambos numa poça de lama.

Sua blusa branca ficou enlameada e a meia com um rasgão sangrento na altura do joelho.

Lembrou-se da advertência da mãe e começou a berrar desesperadamente.

Sua dor, porém, acabou quando ouviu o barulho do sorveteiro que anunciava em altos brados o seu produto.

Esqueceu a desobediência e correu a fim de pedir dinheiro à mãe para comprar um sorvete.

Diz ele que nunca pôde esquecer a resposta que recebeu da mãe:

Olhe para você mesmo! Você não está em condições de pedir nada.

Foi mergulhado nessas lembranças que o autor fez um paralelo com a nossa posição diante de Deus, quando oramos pedindo alguma coisa.

Antes de invocarmos o auxílio de Deus, necessitamos voltar o olhar para nós próprios e verificar se estamos ou não em condições de pedir algo.

Para que Ele nos ajude, é preciso que façamos a nossa parte conforme prescreve o Evangelho: Ajuda-te que o Céu te ajudará.

O mal da maioria dos que rogam bênçãos é que não são honestos para com Deus.

É comum implorarmos graças celestes, estando de relações cortadas com familiares, amigos, vizinhos...

Quando buscamos a Ajuda Divina é preciso que preparemos o coração adequadamente. É inútil pedir amparo com o coração cheio de inveja, de ciúme, de malquerença, de ódio e de outros detritos morais.

Nesse caso, se realmente desejamos pedir algo, que peçamos forças para vencer essas misérias da alma.

É comum rogarmos a Deus que nos dê saúde e, por outro lado, acabarmos com ela com o vício enfermiço do cigarro, da gula, do trago infeliz, das noitadas de orgias entre outros abusos.

Importante que meditemos um pouco mais a respeito da nossa real vontade de receber Ajuda Divina, uma vez que Deus sabe das nossas intenções mais secretas.

* * *

Antes de buscar ajuda através da prece, olhe para você mesmo e veja se está em condições de pedir alguma coisa.

Verifique se está fazendo a parte que lhe cabe.

Se o templo do seu coração está devidamente limpo e arejado para receber as bênçãos do Criador.

Lembre-se sempre da recomendação: Ajuda-te que o Céu te ajudará.

A condição é que nos ajudemos primeiro, fazendo a nossa parte, para depois merecer a ajuda do Alto.

Importante que entendamos bem os mecanismos da oração: pedir, saber pedir e, acima de tudo, merecer.

Redação do Momento Espírita com base em artigo
da revista Seleções Reader’s Digest, de abril de 1951.
Em 18.01.2010.

Fonte:http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=479&stat=3&palavras=oração&tipo=t

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